01/12/2008
Depois de sucessivos recordes, preço de terra começa a estabilizar
Seguindo tendência nacional, o comércio de terras em Rio Verde e Jataí entra numa fase de procura menos aquecida
Mas isso não significa que os preços baixaram. “Estabilizou na alta, mas se estabilizou”, diz Jacqueline Bierhals, analista da consultoria AgraFNP. O órgão realiza bimestralmente avaliação sobre o mercado de terras. Novos números devem ser divulgados ainda esta semana. Bierhals antecipa que a variação deve ser mínima -"alta de R$ 4, R$ 5".
Os dados mais recentes apontam para preço médio de R$ 4.341 para o hectare no país. No fim do primeiro semestre, o preço estava em R$ 4.287. "A velocidade no aumento de preços sumiu." Segundo Bierhals, a estabilidade nada tem a ver com a expectativa de que o governo limitaria a compra de terras por estrangeiros. O motivo foi a redução do preço dos produtos agrícolas.
Um exemplo: do pico de pouco mais de US$ 16 o bu- shel na Bolsa de Chicago em julho, a soja desceu para US$ 9. Ela diz que o mercado de terras costuma ter respostas mais lentas em relação a outros setores. "Quando o valor sobe, não dispara do dia para noite, como na Bolsa. Quando cai, também não despenca de uma vez."
Nos últimos meses, o comércio de áreas de aptidão agrícola enfrenta estagnação. A crise de liquidez na economia, acentuada desde a metade de setembro, fez muitas negociações serem interrompidas ou adiadas.
Para ela, a tendência é os preços da terra começarem a recuar. Mas o movimento não deve ser tão intenso quanto o da crise do início da década, quando o hectare perdeu metade do valor. A analista considerou sensata a determinação do governo à AGU de não haver restrição a investimentos do exterior em terras.
Um caso, em especial, seria muito difícil de fiscalizar -o de empresas brasileiras de grande porte com injeção de capital estrangeiro. "Como determinar o que é dinheiro nacional e o que vem de fora?" (Com informações da AgraFN)
Fonte: Imagemgoias